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Pois é, ontem postamos sobre o caso onde Skatistas ajudaram uma senhora a recuperar um celular roubado, hoje, infelizmente vamos postar a notícia onde um Skatista é agredido no metrô de São Paulo por simplesmente estar portando um Skate consigo.

Eu já tinha visto a matéria em outros sites e no Facebook, mas até então era apenas o relato do rapaz e não sabia da procedência das informações, contudo o site G1 realizou não só uma entrevista, mas fez o levantamento do fatos e inclusive publicou o vídeo onde ele é agredido, portanto, nada mais justo que relatar tudo a vocês.

Trecho retirado do site G1

‘Tira o skate do chão, vagabundo!’, relata jovem agredido no Metrô de SP Gabriel Pacheco levou chutes e socos de seguranças na Estação Sé.

Metrô afastou os seguranças para apurar as agressões.

O skatista Gabriel Lima Pacheco, de 20 anos, agredido com chutes e golpes de cassetete por dois seguranças do Metrô de São Paulo, disse ao Bom Dia São Paulo que foi a primeira vez que sofreu uma agressão por causa de skate. “Preconceito a gente nota muito, na rua no mercado, no shopping. Mas, agressão, foi a primeira vez”, afirmou o jovem.

Ele relatou que os seguranças o chamaram de vagabundo quando ele comprava bilhetes na Estação Sé. “Eles falaram: ‘Tira esse skate de chão, vagabundo!’“, relata Gabriel.

O caso ocorreu na quinta-feira (26). Gabriel deixou o skate no chão para comprar o bilhete do metrô quando foi abordado. Os seguranças, segundo o rapaz, pediram para ele segurar o equipamento. O jovem afirma que pediu que esperassem um pouco e, em seguida, começou a ser golpeado.

Um amigo dele que passava pela estação Sé, no Centro, registrou o flagrante de violência. No vídeo, um dos seguranças chuta o jovem, que em seguida leva golpes de cassetete.

Quem gravou a agressão tenta convencer a parar, e também leva um golpe. O skatista vai em direção a um dos seguranças e é novamente agredido. O Metrô informou que os agentes de segurança foram afastados até a apuração final da ocorrência.

A agressão só parou com a chegada de um homem que se apresenta como superior dos dois agentes. “Não via da onde vinha, percebi que eram várias seguidas. Apanhei mais ainda depois que tentei me defender”, disse Gabriel.

Após ser contido, o jovem pergunta o nome do agente que o agrediu. O segurança, porém, esconde a identificação. Ele procurou a polícia apenas nesta terça (31).

Gabriel é estudante de história e trabalha como administrador de pequenas obras junto com o pai. Ele teve ferimentos na cabeça e no pescoço após ser agredido pelos seguranças. O caso foi registrado como lesão corporal.

Você pode conferir o vídeo com a entrevista e as cenas da agressão clicando aqui.

Opinião do Editor

Caras, em pleno ano de 2016 chega a ser revoltante que estejamos a mercê de padrões impostos pela sociedade arcaica em que vivemos, onde estilo de vida e opções, sejam elas políticas, sexuais, religiosas ou qualquer outra ainda sejam vistas como ameaças por alguns. A coisa hoje ainda está melhor, os mais jovens tem tomado maior consciência e respeitado mais as diferenças, mas o que são diferenças? As pessoas são únicas, isso é fato, somos todos diferentes uns dos outros. As pessoas tem de ser unidas, indiferente de sua procedência ou posição na sociedade.

Isso não vale apenas para este caso ou outros noticiados por ai, vale para nós mesmos! Quantas vezes nós (eu, vocês, outros) não julgamos alguém que não tinha as mesmas preferências que nós? Mesmo que num pensamento, por um mísero momento. É um caso que no mínimo serve para que possamos refletir não só sobre as pessoas envolvidas, mas sobre nós mesmos. É difícil, é fato, mas é válido refletir.

Os seguranças pelo que vemos na notícia estão extremamente errados, espero que paguem pelo erro e despreparo, que sirvam de exemplo para outros seguranças e para a administração do metrô, mas que este triste acontecimento também sirva de lição para nós todos (estou incluso), para que não pratiquemos essa mesma agressão fisicamente ou em pensamento contra outras pessoas, estilos ou até modalidades.

Novamente, reflitam, vamos todos tentar nos tornar pessoas melhores para a sociedade e não deixar que nós mesmos ou nossos filhos se tornem os políticos que temos hoje, ou os guardas de metrô que temos hoje.

Enquanto não houver união entre todas as tribos, enquanto todos não praticarem a tolerância, aceitação e a compaixão, as coisas não vão melhorar tão cedo.

Na minha humilde opinião, precisamos sim mudar o que está acontecendo a nossa volta, URGENTE, mas só conseguiremos se primeiro causarmos a mudança em nós mesmos.