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Enquanto que nos anos 80 andar de skate não era nem considerado um esporte aqui no Brasil, hoje ele é o 2º mais praticado no país e ser skatista profissional é o sonho de muita gente. Essa é uma realidade mais próxima dos brasileiros, já que é um esporte mais acessível.

A Confederação Brasileira de Skate (CBSk) realizou de 01 até 30 de Novembro a temporada para análise dos pedidos de profissionalização dos competidores amadores 1 em todas modalidades (Bowl, Downhill Speed, Downhill Slide, Freestyle, Longboard, Slalom, Street e Vertical), porém não é algo tão simples como muitos pensam, é preciso literalmente viver o skate para se tornar um profissional.

Ser profissional vai muito além de ter apenas o título, pois com a profissionalização além de poder participar das competições como profissional, é possível ter o skate como carreira, conseguindo carteira assinada, salário fixo, recolhimento de tributos e todos os outros benefícios (se é que podemos chamar de benefícios) dos demais trabalhadores do país, como férias, 13º, aposentadoria e tudo mais.

Em suma, o skate passa de esporte ou recreação e se torna a profissão, o ganha pão do atleta, que vai trabalhar apenas com isso (se seu salário permitir, é claro).

Nos últimos dois anos o prazo para análise dos pedidos de profissionalização tem acontecido na mesma época, para colaborar com o planejamento de Marketing das empresas do Mercado de Skate, pois assim elas poderão saber como estará formada sua equipe de skatistas profissionais antes do ínicio do próximo exercício, ou seja, programando salários, despesas de viagens, cotas de materiais, etc. Sem depender da aprovação de seus amadores como profissionais apenas no início de Fevereiro como acontecia antigamente.

Também é a chance de regularização a situação de skatistas profissionalizados por empresas estrangeiras devido ao exercício contábil/fiscal ser diferente do Brasil e assim eles poderem participar de competições oficiais ou oficializadas pela CBSk (na época que saiu do país para trabalhar com skate, Letícia Bufoni ainda não era Skatista Profissional da CBSK).

Vídeo com Letícia Bufoni

Os procedimentos para continuam sendo os mesmos das últimas temporadas, ou seja, os amadores interessados e/ou os team managers (chefes de equipe) deverão (agora que o bixo pega!):

  1. Enviar por e-mail para [email protected] um breve currículo do skatista interessado constando principais colocações em competições, aparecimento em revistas, vídeos e sites em 2012 e 2013
  2. Preencher na Declaração de responsabilidade sobre o competidor profissional os dados (nome completo, RG, CPF e endereço com CEP) do competidor amador 1 que deseja se profissionalizar
  3. Prencher na Declaração de responsabilidade sobre o competidor profissional os dados (nome completo, RG e CPF) do sócio gerente da empresa 4) solicitar ao sócio gerente assinar esta declaração
  4. Reconhecer firma da assinatura do sócio gerente na Declaração de responsabilidade sobre o competidor profissional 6) anexar uma cópia do cartão de CNPJ da empresa à Declaração de responsabilidade sobre o competidor profissional
  5. Enviar a declaração preenchida e digitalizada junto com a cópia do cartão de CNPJ da empresa também digitalizada para [email protected]

Logo que o currículo, a declaração e o cartão de CNPJ chegarem, serão enviados para análise do Comitê dos competidores profissionais da respectiva modalidade.

Lembrando que os comitês dos competidores atualmente estão formados da seguinte maneira:

  • Bowl: Allan Mesquita (RJ), Léo Kakinho (SC), Otávio Neto (SP), Pedro Barros (SC) e Vitor Simão (PR)
  • Downhill Slide: André Magriça (SP), Hélio Greco (SP), José Carlos Birinha (SP), Laura Ali (SP) e Reine Oliveira (SP);
  • Downhill Speed: Arthur Slick (MG), Fábio Guimarães (RJ) e Pedro Medula (PR);
  • Freestyle: Alexandre Brownzinho (SP), César Cabeleira (RJ), Isnard Rocha (SP) e Paulo Folha (SP);
  • Slalom: Fábio Dery (SP), Fernando Camargo (SP), Guto Jimenez (RJ) e Renato Serra (SP);
  • Street: Biano Bianchin (RS), Marcelo Marreco (PR), Márcio Tarobinha (SP) e Wagner Ramos (SC);
  • Vertical: Edgard Vovô (SP), Geninho Amaral (SP) e Lécio Neguinho (SP).

O comitê é o único com poder de aprovação ou reprovação dos pedidos de profissionalização dos amadores 1 conforme norma estabelecida, não dependendo da vontade ou interferência de membros da presidência e/ou diretoria da CBSk.

O download da Declaração de responsabilidade sobre o competidor profissional poderá ser solicitado pelo e-mail [email protected] 

Quem for aprovado pelo comitê dos competidores profissionais de sua respectiva modalidade estará apto a competir nos campeonatos profissionais e lançar pró models (seja shapes, tênis, rodas, trucks, vestuário, óculos etc) a partir de 1.o de Janeiro do ano seguinte.

Mais detalhes podem ser solicitados pelo e-mail [email protected] ou pelo celular (11)98128-3278 com Ed Scander.

Pois é amigos, Skate no Brasil é profissão, então se querem conseguir o título comecem a correr atrás. Treine, se esforce, estude e corra atrás de seus sonhos! Mandamos vocês estudarem porque nem todo mundo que é bom no Skate consegue viver apena disso, infelizmente são poucos os Skatistas que vivem somente do esporte, se comparado a quantidade de profissionais que recebem o título anualmente.

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As informações sobre como se tornar um Skatista Profissional foram extraídas do site da CBSK.