7 curiosidades sobre Letícia Bufoni que você precisa conhecer

Letícia Bufoni é o nome do skate feminino no Brasil. A paulista, de 23 anos, já conquistou muitos títulos importantes em sua carreira, ganhando fama mundial. Quem andar com ela pelas calçadas de Los Angeles terá que parar a todo o momento para que ela possa ceder um autógrafo ou tirar uma foto.

E você, conhece a história dessa skatista brasileira tão famosa? Acompanhe nosso post e descubra 7 curiosidades sobre a Letícia Bufoni!

1. A escolha do nome de Letícia Bufoni

A princípio, a família acreditava que o bebê que iria nascer seria um menino, então escolheram para ele o nome de Leonardo.

Quando descobriram que ele, na verdade, era ela, já haviam comprado muitas roupas e apetrechos com a letra “L” bordada. Por isso, decidiram colocar o nome do bebê de Letícia. Não é a mais romântica das histórias, né?

2. A história de Letícia no skate

O primeiro skate com que a menina teve contato foi emprestado. Ela gostou tanto que demorou dois meses para devolver ao amigo da irmã e só entregou de volta depois de montar o seu. Isso foi aos 9 anos.

Letícia desbravava as ruas do bairro ao lado de 10 amigos. Ela era a única menina. Quando mandava alguma manobra que os meninos não conseguiam eles ficavam bravos com ela e a mandavam brincar de barbie. Isso acontecia com muita frequência.

Pois bem… de toda a turma, ela foi a única que seguiu carreira e se manteve no mundo dos esportes.

3. O preconceito dos vizinhos e da família

A discriminação por ser mulher e skatista começou cedo na vida de Letícia. Logo que ela iniciou no esporte, os vizinhos do bairro começaram a chamá-la de “Maria Homem”. Diziam que skate não era esporte para meninas e que ela deveria usar roupas apropriadas, ao invés de sair por aí de calças e blusas largas.

Até mesmo os amigos de skate usavam frases preconceituosas em alguns momentos dos rolês juntos. Muitas vezes ela ouvia que deveria ir brincar de boneca e que ali não era lugar para meninas.

Dentro de casa o esporte também não foi aceito de primeira. O pai, seu Jaime, achava que skate era coisa de drogado e vagabundo e, por isso, não apoiava que a filha praticasse e muito menos que fosse a única mulher do grupo. Ainda tinha o preconceito dos vizinhos, que o incomodava muito.

A condição para que a menina pudesse andar era que alguma das irmãs a acompanhasse. Porém, isso quase nunca acontecia, já que as meninas não gostavam de skate. A solução encontrada por Letícia foi fugir. Quando o pai descobriu ele ficou tão bravo com a filha que serrou o skate dela ao meio.

No dia seguinte Letícia já arrumou um jeito de montar outro skate e tudo começava novamente. Ao contrário do pai, a mãe sempre apoiou e incentivou a filha em todas as suas escolhas e até acobertava algumas vezes que a menina saía para andar, dizendo para o pai que ela estava em outro lugar. Isso é que é mãe companheira, hein?

4. O dia em que o pai aceitou a filha skatista

Quando Letícia teve o skate serrado e, no outro dia, o pai e a avó a viram montando outro, tiveram certeza que não teria mais jeito de dizer não. A menina veio, então, com a ideia de participar de um campeonato.

O pai negou veementemente e foram necessários 4 longos dias de conversa e ajuda do pai do também skatista Tainan Costa para que ele aceitasse.

No dia do campeonato, Jaime acabou levando a família inteira para prestigiar o evento. Ele então se encantou pelo campeonato e começou a ver o esporte com outros olhos. O apoio agora era incondicional.

O pai levava Letícia à pista todos os dias e inscrevia a garota em todos as competições. Investiu em um professor particular que a ajudava uma vez por semana. A rotina era dividida entre a escola pela manhã e o skate das 13h às 23h.

Sua avó teve papel importante nessa época. Ela acompanhava a neta na pista e chegava a ficar horas observado o treinamento. Além disso, investia em equipamentos, tênis e roupas. Parece que a família mudou de ideia rapidinho ao perceber o incrível talento da moça…

5. Quando o futebol quase venceu

Corintiana doente e louca por futebol, chegou um momento na vida de Letícia Bufoni que ela precisou decidir entre o futebol e o skate. Aos 14 anos ela foi convidada para um teste no time da Juventus de São Paulo.

O seu coração ficou dividido, mas como sabia que tinha grandes chances de passar no teste, ela acabou nem indo fazer. Ela sabia que, caso fosse aprovada, teria que treinar muito e não sobraria tempo para o skate.

6. O primeiro X-Games

O primeiro patrocínio de Letícia veio aos 12 anos. Em 2007, quando ela tinha 14, foi convidada para participar do X-Games em Los Angeles, porém, o patrocinador não quis investir no campeonato, alegando que ela ainda era muito nova. As skatistas mais velhas, então, divulgaram a menina, e conseguiram um patrocinador!

A colocação no X-Games foi o 8º lugar, o que, para uma primeira vez, era ótimo! Inclusive, considerando sua idade, a performance de Letícia impressionou muitas pessoas e ela acabou conquistando diversos patrocínios e estendendo a viagem por mais seis meses.

Depois disso, Letícia voltou ao Brasil por mais três meses, porém, como já havia ganhado todos os campeonatos importantes do país, decidiu se mudar definitivamente para a Califórnia, onde mora até hoje.

7. As principais conquistas

O primeiro ouro no X-Games aconteceu em 2013, na modalidade de skate street em Foz do Iguaçu. Letícia e toda a sua equipe acreditavam que ela nem poderia participar desse campeonato, já que havia rompido o ligamento do tornozelo e o tempo esperado para a recuperação era de quatro meses.

No entanto, surpreendendo a todos, em apenas um mês ela já havia se recuperado e estava pronta para a disputa! Em uma final eletrizante, ela levou o seu primeiro ouro nas olimpíadas dos esportes radicais. O gosto foi mais doce, pois a vitória foi em solo brasileiro, com o grande apoio da torcida.

Além do ouro em 2013, ela levou a primeira colocação em Barcelona, na modalidade de Real Women Multi Sport e conquistou a prata e o bronze duas vezes cada um.

O cenário do skate feminino no Brasil e no mundo vem mudando. Apesar de o processo ser lento, as mulheres estão cada vez mais presentes e aceitas nos eventos de esportes radicais.

A brasileira Letícia Bufoni é um ícone para o skate feminino, tanto no Brasil como no mundo! Ela luta para que o esporte e as mulheres que o praticam sejam reconhecidos. Atitude essa que, diga-se de passagem, tem tudo a ver, não é mesmo? Afinal, quem pratica sabe que skate é muito mais que esporte!

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